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Sam ao Luar

Sam ao Luar

05
Jun22

Era uma vez a dependência emocional

Sam ao Luar

"Era uma vez, num reino não muito distante, um príncipe que queria casar com a princesa ideal e andava, incessantemente, à sua procura. Nesse reino, vivia uma princesa que tinha uma aia. Era uma boa princesa e estava apaixonadíssima pelo príncipe desde que nasceu. O príncipe sabia e mantinha-a por perto. A aia era uma boa amiga, uma boa ouvinte, não se metia nos assuntos da princesa e não fazia perguntas nem falava o estritamente necessário. Almejava um dia ser ouvida também. 

Um belo dia, tudo corria bem no reino, o príncipe e a princesa pareciam cortejar-se às escondidas. A aia tomou conhecimento de um baile no palácio e, qual fada madrinha, convenceu a princesa a ir. O baile não correu bem e a aia sentiu-me muito triste e culpada. A princesa decidiu desaparecer para sempre, sem dizer para onde ia. O príncipe, colérico, perdeu a confiança na aia e despediu-a. A aia, sozinha, vestiu o seu capote e foi, à chuva, procurar outro reino."

Poderia ser um conto da vida real que esconderia o conceito de dependência emocional, a todos os níveis. Na bibliografia disponível, "é um quadro emocional ou comportamental que compromete a habilidade da pessoa de manter uma relação saudável e satisfatória. O indivíduo projeta as suas expectativas no parceiro amoroso ou em outras pessoas e depende desse alguém para se sentir feliz, amado e capaz de fazer escolhas em diferentes esferas da vida."

Alguns sinais indicativos de dependência emocional (que pode ser de amor ou amizade) incluem incapacidade de abandonar a relação, mesmo sabendo que se é infeliz; medo de estar só e incapacidade de disfrutar de momentos de solidão; necessidade constante de provas de amor/amizade; necessidade de constante aprovação por parte do outro; medo de decepcionar o parceiro; submissão. Acima de tudo, a dependência emocional está relacionada com uma baixa autoestima e a necessidade de constante aprovação.

Obviamente que o príncipe, belo e desejado, não tem uma baixa autoestima mas é incapaz de estar só. A sua necessidade de uma parceira para a vida é tão forte, procura tanto o ideal e a perfeição (que não existe) que é incapaz de desamarrar alguém e lhe dar a liberdade para procurar, nem que seja, um pagem. Por sua vez, a princesa e incapaz de abandonar uma relação que lhe traz infelicidade e procura, incessantemente, o carinho, as provas de amor que suprimam os sentimentos de baixa autoestima. E todos resquícios de atenção são achas na sua fogueira, são cordas amorosas que a prendem a uma relação inacabada, sem futuro, apenas alimentada com esperanças.

A aia... No fundo, a necessidade de alguém que a ouça, que a entenda, que perceba que a sua necessidade de aprovação e o medo de dececionar o outro, que está relacionado com a educação que assim lhe deram. Que a sua obrigação era sempre fazer a sua obrigação. Nunca demostrar. A sua dependência é com alguém que lhe demonstre que também é capaz, que também pode. Ela também quer ser livre, quer ser uma princesa. Quer ter um príncipe e ser feliz.

 

 

 

 

 

09
Mai22

Como diria a música: "Ela é linda, ela é special..."

Sam ao Luar

E então não é que ela meteu na cabeça que, este ao, ia ganhar cor no corpitcho, nem que fosse artificial?Além disso, o bronzeado acentua a musculatura, pouca é certo, mas aparente.

E entã não é que ela meteu na cabeça que havia de experimentar um autobronzeador? Daqueles de espalhar no corpitcho depois do banho e da esfoliação, para passar todas as semanas, com resultados graduais?

E não é que ela até procurou comentários e revisões na internet antes de comprar, para tomar uma decisão consciente?

O corpitcho não ficou às manchas, não senhor. Até ficou bem. Ganhou uma corzinha agradável. Para a próxima ainda fica melhor. As mãos é que não... Ela esqueceu-se que devia ter comprado uma luva...

Mais hilariante foi ter pedido ao marido para lhe pasar nas costas, sabia lá ele que estava a espalhar autobronzeador. E então não é que no dia seguinte ele vai perguntar ao Dr. Google, preocupado, porque razão teria ele assim as mãos amarelas?

Revisão do produto: realmente funciona.

Lição aprendida: há uma luva certa para cada problema.

26
Abr22

25 de Abril para sempre

com restrições...

Sam ao Luar

Correndo o risco de parecer o velho do Restelo, e sem desfazer tudo aquilo que foi conquistado pela população de Abril (à qual eu estou grata) hoje em dia não somos verdadeiramente livres. A liberdade deste século é uma "pseudo-liberdade" na qual achamos que somos livres, sem o ser, estando amarrados por uma sociedade critica, malévola, caprichosa, com uma educação desatenta e despreocupada dos seus jovens, contrastante com uma educação rígida e castradora dos seus pais.

- não somos livres para dizer o que pensamos: se somos francos e honestos temos mau feitio, se não dizemos nada não temos opiniões, de sabemos o que dizemos temos a mania, se não sabemos o que dizer não ajudamos em nada

- não somos livres de ter o corpo que queremos: se somos fofinhos somos gordos, se somos magros estamos doentes, se somos musculados somos demasiado masculinos, se somos flácidos não estamos em forma

- não podemos publicar o que nos apetece: se colocamos frases motivadoras temos a mania que somos zen, se publicamos frases menos motivadoras somos o anti-cristo, se publicamos fotos felizes queremos esconder a desgraça, se publicamos fotos tristes temos a mania que estamos deprimidos

- não podemos simplesmente fazer o nosso trabalho: se trabalhamos bem temos que trabalhar mais, se trabalhamos menos bem temos que trabalhar mais, se falamos temos que falar menos e trabalhar mais, se não falamos não somos pró-ativos e temos que trabalhar mais

- se estamos bem não podemos estar, se estamos mal não podemos estar

- se ajudamos (ou tentamos) nunca é o suficiente, se não ajudamos não fazemos nada bem

É cansativo ter que agradar a todos. E mesmo assim, se agradamos a todos somos falsos, se não agradamos a todos somos trastes. Mas na generalidade, melhor agora que antes do 25 de Abril.

21
Abr22

Isto não é material de blog... é tese de doutoramento!

Sam ao Luar

Isto não é material de Blog, é material de livro, quiçá tese de doutoramento.

Contexto: aluno de 5o ano, estuda a reprodução nos animais.

Pergunta: com base no texto, descreve o comportamento do macho durante a parada nupcial.

Resposta: o macho fica com comportamentos estranhos.

 

Juro que não consigo considerar errado. Quem NUNCA viu um macho de qualquer espécie, incluindo a humana, neste contexto ou noutro, qualquer outro!, com comportamentos estranhos, que atire a primeira pedra/comentário. Estranho é eufemismo. Digno de ser narrado por David Attenborough em qualquer episódio de National Geographic: Strange Homo sapiens (que afinal nada sapie...). A fêmea é complicada. O macho é estranho. Meus amigos: é a fêmea que escolhe o macho. Independentemente do comportamento estranho e da fé que o macho nele deposite. É o mais apto que sobrevive e se reproduz. Foi mestre Darwin que disse. Não fui eu...

07
Abr22

52 semanas de 2022 - 8 factos sobre mim

Sou Touro e mais 7

Sam ao Luar

Facto 1: Sou Touro com ascendente em Virgem. Sou também cientista e era suposto não ter qualquer crença nestas coisas. No entanto, as coincidências são demasiadas para achar que são só coincidências. Assim, tenho em mim os 7 pecados mortais. Gostaria de dizer que, por isso, vou direta para o Inferno, mas... pasme-se! Sou também professora, portanto, tenho lugar cativo e reservado no Céu. Acho que vou alternando consoante as estações...

Facto 2: A Gula - "Coisas que aprecia: todo o tipo de conforto, incluindo boa comida..." #eumalhopracomer

Facto 3: A Avareza - "Os sentimentos que melhor o descrevem são o sentimento de posse e os ciúmes... pode ser excessivamente possessivo com pessoas e haveres..." #étudomeu

Facto 4: A Inveja - "A sombra de Touro incorpora o lado desagradável de Escorpião: venialidade, inveja, ciúme e ressentimento..." #ladolunar

Facto 5: A Ira - "... esconde um temperamento colérico, pronto para explodir quando o sentimento de propriedade do Touro é ameaçado... é uma fúria que leva tempo a amainar..." #mainada

Facto 6: A Luxúria - "... é um hedonista que desfruta em pleno a sua sensualidade..." #ohyeah 

Facto 7: A Preguiça - não está escrito em lado nenhum, mas o meu companheiro costuma dizer que eu tenho que dormir as 8h necessárias para ser "aturável" #naometoquesedeixamedormir

Facto 8: A Soberba - apesar de tudo, tenho muito orgulho naquilo que sou e no que me tornei. #fim

 

Desafio de Escrita - 52 semanas de 2022

Também participam neste desafio: A Introvertida, Ana do Green Ideas, Anita Não se Cansa disto, Bruno no Fumo do seu Cigarro, Carlos Palmito, Cristina Aveiro, Di a Mulher, Fátima Bento, Isabel M Silva, João-Afonso Machado, José da Xã, Maria Araújo, Maria do Abrigo das Letras, Olga Cardoso Pires, Purpurina

02
Abr22

52 semanas de 2022 - formas de ganhar o meu coração

Sam ao Luar

Sinto que a minha vida está em banho-maria. Aquece mas não entra em ebulição. E, no entanto, parece uma montanha-russa de sentimentos: ora vai acima muito devagarinho, chega lá acima no pico da emoção, e depois vem cá para baixo a toda a velocidade. Pensamento positivo: a viagem costuma ser curta.

Posto isto, gostaria de fazer um daqueles textos giros em que a malta se ri à fartazana dizendo que uma das formas de ganhar o meu coração é fazerem-me o jantar e arrumarem-me a cozinha depois de um dia de trabalho. Na realidade, é mesmo. Isso e uma massagem nos gémeos depois de uma corrida!!!

Mas nesta montanha-russa de emoções, com uma taça de chocolate em banho-maria que tem sido a minha vida nos últimos dias, aprendi formas alternativas e muito mais eficazes de ganhar o meu coração. Uma delas foi ouvir o "estou muito orgulhoso de ti". Algo que nunca tinha ouvido em quase 40 anos de "carreira" neste mundo. Fiz sempre tudo porque era a minha obrigação. Fui assim ensinada. E, de preferência a ser a melhor. Porque nunca devemos comparar-nos com quem está abaixo mas sim com quem é melhor. Portanto, fui buscando sempre, em tudo o que fui fazendo, uma razão para que me dissessem tais palavras... que nunca cheguei a ouvir.

Recebi também "obrigados" sentidos. Por coisas pequenas, que não me custaram dizer ou fazer, porque eu sabia que era isso que me competia dizer ou fazer. Mas efetivamente sentir que fiz a diferença, por mais pequena que fosse, e ouvir um "obrigado" fez com que aquela pessoa ganhasse também um pedaço do meu coração.

Aquele valente abraço... Aquele obrigado por me aturares... Aquele agora vais ter que levar comigo... É um prazer.

Eu sei que o que está mal sou eu: nunca me ensinaram a sentir e a expressar emoções. Nunca me deram abertura para isso. Habituei-me a ser uma máquina fria. Não sei manifestar carinho, não sei lidar com elogios e obrigados e com pessoas que, efetivamente, querem estar na minha companhia. Desconfio e parece-me tudo mentira. Tenho medo de que seja mais um engodo da vida. 

 

 

Desafio de Escrita - 52 semanas de 2022

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18
Mar22

52 semanas de 2022 - se pudesses partir, para onde irias?

Sam ao Luar

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O que interessa, por vezes, não é tanto onde estás mas com quem estás. E eu sei com quem estou bem.

 

Desafio de Escrita - 52 semanas de 2022

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04
Mar22

52 semanas de 2022 - livro favorito - pode ser autor favorito?

Sam ao Luar

king-tricurioso.jpg

Iniciei-me na arte do gosto pela leitura muito cedo, porque, afinal, gostar de ler é uma arte. Cultiva-se. Só quem a ela se dedica, melhora. 

Iniciei, por isso, muito cedo o amor pelos livros de Stephen King. O mestre do suspense, terror psicológico, do mórbido e do macabro. Foi assim moldado o meu estilo de livros, filmes e mesmo os meus medos. Este brilhante autor mexe os cordelinhos dos nossos neurónios guardados no fundo do cérebro, aqueles que deixamos bem lá escondidos e que não queremos que apareçam porque as ideias que eles trazem metem medo. Adoro livros de terror, filmes de terror, tudo o que mexa com a mente sã e com os meandros do oculto e paranormal. E se quem viu os filmes baseados nos livros deste senhor acha meh? Não tem comparação ler um livro e ver um filme. Nunca. Em tempo algum.

Ler o livro é viajar, dar largas à imaginação, ver as coisas a acontecer na nossa mente. É exercitar o cérebro, a memória, moldar as nossas opiniões. É desenvolver o nosso espírito crítico, é ter asas para voar, é ter liberdade.

O que lemos nos seus livros mete realmente medo. Mexe com o que é de mais primário na mente humana. Se achamos que tudo o que escreve é inventado? Sim mas... e se não?

 

 

Desafio de Escrita - 52 semanas de 2022

Também participam neste desafio: A Introvertida, Ana do Green Ideas, Anita Não se Cansa disto, Bruno no Fumo do seu Cigarro, Carlos Palmito, Cristina Aveiro, Di a Mulher, Fátima Bento, Isabel M Silva, João-Afonso Machado, José da Xã, Maria Araújo, Maria do Abrigo das Letras, Olga Cardoso Pires, Purpurina

27
Fev22

Irritei-me por causa de um waffle com chocolate.

(e nem sequer era dos bons)

Sam ao Luar

joao porfirio observador.jpg

(Foto de João Porfírio - Observador)

Irritei-me por causa de um waffle. Daqueles super processados, que se compra no supermercado. E nem era dos muito bons. Porquê?

Porque estava a precisar de uma merda qualquer com açúcar. Porque quando os vi dentro do armário, em consciência, não devia comê-lo e depois já não havia quando eu queria, e alguém os comeu. E não percebeu porque me irritei.

Porque sou mulher, com flutuações graves de humor. Porque sou mãe, esposa, filha, irmã, professora, dona de casa, funcionária e porque temos que ser tudo ao mesmo tempo. Porque tenho dias bons mas também tenho dias maus. Porque tenho que ser forte para dar conforto a um filho que vai tomar a vacina num dia em que me apetecesse atirar da varanda e ver se tenho asas para voar. Porque acho que a balança devia ter-me dado boas notícias e afinal não mudou nada. E agora só quero comer. Porque estamos que estar presentes sempre para quem precisa. Porque há dias em que não tenho paciência, nem vontade nem coisa nenhuma.

Depois vejo esta foto. E choro. Não porque nunca tenha visto o começar de uma guerra. Já vi o mesmo no Iraque, em Timor, no Afeganistão, na Síria... e na Ucrânia. Não chorei porque achei que estava a ser mesquinha nos meus sentimentos supérfluos e que há motivos muito mais importantes lá fora.

Chorei porque ninguém deveria ser obrigado a despedir-se de quem gosta, sem saber se algum dia irão encontrar-se. Deve ser doloroso. Corta o coração e a alma. Desfiei o diálogo daquele casal na minha cabeça "Não quero ir", "tens que ir para ficares segura", "tem cuidado", "não te preocupes, eu tenho, vai correr tudo bem, logo logo estamos juntos", "liga-me todos os dias", "amo-te, toma conta das crianças", e assim por diante.

Não quero falar da guerra, das consequências, da crise que se avizinha no mundo e na Europa. Tudo foi dito e muito mais ainda alguém dirá. Quero falar da pressão que nos impõem na infância, na idade adulta, em todo o lado, para que reprimamos os nossos sentimentos, frustrações, o nosso cansaço e a nossa irritação e a falta de vontade de continuar. Quando nos dizem, vezes sem conta, que temos tudo, saúde, casa, comida e roupa lavada e mesmo assim estamos cansados, que não temos motivos para andar tristes nem alheados. Olha para a desgraça que vai lá fora! A pressão que existe para que sejamos tudo e mesmo assim, para que andemos sempre bem e felizes. Porque há sempre gente que está pior que nós.

Aprendemos a chorar baixinho, a esconder os sentimentos, a ser pedra.

 

 

 

 

21
Fev22

52 semanas de 2022 - amizades do coração

Mini dissertação sobre o caracter evolutivo da amizade

Sam ao Luar

Estou convencida que o conceito de amizade adquire vários significados e evolui, através de um processo semelhante ao da seleção natural.

Na adolescência acreditamos que criamos amizades para a vida. São o mais importante que temos no mundo, muitas vezes acima de tudo o resto. Trata-se de uma tentativa mórbida de inclusão e aceitação de grupo. Tendemos a agir para enquadramento social, muitas vezes em detrimento do nosso bem-estar. Ou seja, fazemos muitas asneiras... E as amizades desaparecem. Fica nada.

Já na idade adulta (mas ainda dotados de imaturidade) acreditamos que somos independentes, que os amigos são passageiros, que há vários tipos de amigos, cada qual adequado para a respetiva ocasião: o amigo da corrida, o amigo da cerveja e das cartas, o do café, aquele que vai à praia, etc. Mas no fundo, no fundo, aquele amigo que vem quando precisamos, não há. Além disso, temos vergonha de admitir que dele precisamos. E, portanto, passamos este período de adultez imatura, sozinhos, mas acompanhados.

Nesta fase de maturidade (aquela que tem a perfeita noção de que ainda tem muito para aprender) em que me encontro, tenho a clara noção de que algumas amizades que fizemos na adolescência se mantiveram toda a vida em estado latente e que acabam por voltar. Sei que há "amigos" que só ligam mesmo quando é para pedir alguma coisa ou para "jogar e beber cerveja" e está tudo bem também.

Há outros, aqueles que eu mais gosto, que foram feitos numa partida do destino. Entraram assim na minha vida e no meu coração: uns devagarinho, quebrando barreiras, outros de rompante, quase sem pedir permissão. Aqueles que me dão tempo para respirar e que também me tiram o fôlego. Que concordam em discordar. E que me trazem felicidade: me aquecem o coração e a alma. Me dão paz e alento. Sanidade mental e qualidade de vida.

 

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