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Sam ao Luar

Sam ao Luar

19
Set22

Preparar para falhar

Sam ao Luar

Lá no ginásio que, só por acaso, é o mais fixe cá da zona, eles costumam utilizar uma frase muito batida nas redes sociais "preparar para não falhar".

No que à maternidade concerne, permitam-me corrigir: "não adianta preparar porque vais falhar de qualquer maneira".

Tento ser uma mãe presente. Tento fazer o melhor, apesar de já sabermos que essas coisas não se aprendem em manuais. Tento dar preferência à família, apesar de também sabermos que o trabalho por vezes não o permite. E não é, neste caso, dar preferência ao trabalho. É assumir responsabilidades profissionais (merdosas...).

Inscrevi recentemente a minha cria num clube de futebol da terrinha. Não o consigo levar todos os dias aos treinos, mas consigo ir lá ter e trazê-lo suado e quentinho para casa. Na passada 3a feira, apesar de já ter sido falado 543 mil vezes com a entidade patronal que sairia às 18h, decidi sair um pouquinho mais tarde para ensinar a colega nova a fechar o estabelecimento e deixar tudo direitinho. E não é que, nesse preciso dia, o clube decidiu tirar a foto com o equipamento oficial? E eu não estava lá?...

Tive um ataque de choro. Dos grandes, com ranho e soluços. Racionalmente, eu sei que foi um pormenor. Que vão haver jogos e apresentações e festas de finalistas e coisas mais importantes e que eu irei lá estar. Mas o coração não estava preparado. E sentiu profundamente como se fosse uma falha. Estava preparada e falhei.

Ao que à maternidade concerne (tenho esperança que não muitas vezes) temos que preparar-nos para falhar. Ás vezes. Porque a maternidade não é infalível.


28
Ago22

As meninas da fanfarra.

Sam ao Luar

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Gostava de ter sido uma menina da fanfarra. Preferia ter sido a menina da fanfarra do que ter estudado piano até já não conseguir distinguir teclas brancas de pretas e ver tudo em tons de cinzento. As saias de pregas ainda me fascinam. Já não tenho idade para as usar, isso é certo.

Atrás das meninas da fanfarra vêm sempre os bombos. É um modo fascinante de nos amortecer a boca do estômago com o barulho e comandar o novo ritmo do coração. É quase o metrónomo das aulas de piano. É o som do tambor das tribos nos rituais. A procissão não deixa de ser um ritual...

Não tenho religião. Fui educada na fé cristã e sou irracionalmente curiosa por todas as religiões que existem no mundo, incluindo as ditas pagãs. Fui também educada na ciência e como cientista é quase doloroso pensar num deus racional por detrás de toda a fisiologia da natureza. Mas, na realidade, a natureza é toda ela tão perfeita que questiono verdadeiramente a existência de uma mente inteligente, engenhosa e criadora em tudo que existe. Sou, portanto, agnóstica: aquela que não é religiosa, mas não questiona a existência ou inexistência de deuses.

As procissões emocionam-me muito por outro motivo: porque sofrem as pessoas em nome de algo que não sabem se existe? Se ajuda? Se melhora a nossa vida ou, pelo contrário, se a piora se não formos devotos? O sentimento de devoção profunda daqueles que carregam o peso dos andores, daqueles que vão ao lado com garrafas de água, daqueles que vão descalços ou mesmo de joelhos. Tudo isso me emociona, mas não é porque acredite no mesmo que eles. É porque gostava, talvez, de acreditar em alguma coisa que me desse algum alento, que não estamos aqui só por estar e que temos uma missão nesta vida.

Uma vez fiz uma promessa que tenho que cumprir todos os anos. Tenho? Nada me obriga. Devo? Não acredito que deva alguma coisa a alguém. Acredito na ciência e na medicina. Se saio mais leve sempre que lá vou, todos os anos? Sim. Não sei porquê. Será isso a fé?

 

05
Jun22

Era uma vez a dependência emocional

Sam ao Luar

"Era uma vez, num reino não muito distante, um príncipe que queria casar com a princesa ideal e andava, incessantemente, à sua procura. Nesse reino, vivia uma princesa que tinha uma aia. Era uma boa princesa e estava apaixonadíssima pelo príncipe desde que nasceu. O príncipe sabia e mantinha-a por perto. A aia era uma boa amiga, uma boa ouvinte, não se metia nos assuntos da princesa e não fazia perguntas nem falava o estritamente necessário. Almejava um dia ser ouvida também. 

Um belo dia, tudo corria bem no reino, o príncipe e a princesa pareciam cortejar-se às escondidas. A aia tomou conhecimento de um baile no palácio e, qual fada madrinha, convenceu a princesa a ir. O baile não correu bem e a aia sentiu-me muito triste e culpada. A princesa decidiu desaparecer para sempre, sem dizer para onde ia. O príncipe, colérico, perdeu a confiança na aia e despediu-a. A aia, sozinha, vestiu o seu capote e foi, à chuva, procurar outro reino."

Poderia ser um conto da vida real que esconderia o conceito de dependência emocional, a todos os níveis. Na bibliografia disponível, "é um quadro emocional ou comportamental que compromete a habilidade da pessoa de manter uma relação saudável e satisfatória. O indivíduo projeta as suas expectativas no parceiro amoroso ou em outras pessoas e depende desse alguém para se sentir feliz, amado e capaz de fazer escolhas em diferentes esferas da vida."

Alguns sinais indicativos de dependência emocional (que pode ser de amor ou amizade) incluem incapacidade de abandonar a relação, mesmo sabendo que se é infeliz; medo de estar só e incapacidade de disfrutar de momentos de solidão; necessidade constante de provas de amor/amizade; necessidade de constante aprovação por parte do outro; medo de decepcionar o parceiro; submissão. Acima de tudo, a dependência emocional está relacionada com uma baixa autoestima e a necessidade de constante aprovação.

Obviamente que o príncipe, belo e desejado, não tem uma baixa autoestima mas é incapaz de estar só. A sua necessidade de uma parceira para a vida é tão forte, procura tanto o ideal e a perfeição (que não existe) que é incapaz de desamarrar alguém e lhe dar a liberdade para procurar, nem que seja, um pagem. Por sua vez, a princesa e incapaz de abandonar uma relação que lhe traz infelicidade e procura, incessantemente, o carinho, as provas de amor que suprimam os sentimentos de baixa autoestima. E todos resquícios de atenção são achas na sua fogueira, são cordas amorosas que a prendem a uma relação inacabada, sem futuro, apenas alimentada com esperanças.

A aia... No fundo, a necessidade de alguém que a ouça, que a entenda, que perceba que a sua necessidade de aprovação e o medo de dececionar o outro, que está relacionado com a educação que assim lhe deram. Que a sua obrigação era sempre fazer a sua obrigação. Nunca demostrar. A sua dependência é com alguém que lhe demonstre que também é capaz, que também pode. Ela também quer ser livre, quer ser uma princesa. Quer ter um príncipe e ser feliz.

 

 

 

 

 

09
Mai22

Como diria a música: "Ela é linda, ela é special..."

Sam ao Luar

E então não é que ela meteu na cabeça que, este ao, ia ganhar cor no corpitcho, nem que fosse artificial?Além disso, o bronzeado acentua a musculatura, pouca é certo, mas aparente.

E entã não é que ela meteu na cabeça que havia de experimentar um autobronzeador? Daqueles de espalhar no corpitcho depois do banho e da esfoliação, para passar todas as semanas, com resultados graduais?

E não é que ela até procurou comentários e revisões na internet antes de comprar, para tomar uma decisão consciente?

O corpitcho não ficou às manchas, não senhor. Até ficou bem. Ganhou uma corzinha agradável. Para a próxima ainda fica melhor. As mãos é que não... Ela esqueceu-se que devia ter comprado uma luva...

Mais hilariante foi ter pedido ao marido para lhe pasar nas costas, sabia lá ele que estava a espalhar autobronzeador. E então não é que no dia seguinte ele vai perguntar ao Dr. Google, preocupado, porque razão teria ele assim as mãos amarelas?

Revisão do produto: realmente funciona.

Lição aprendida: há uma luva certa para cada problema.

26
Abr22

25 de Abril para sempre

com restrições...

Sam ao Luar

Correndo o risco de parecer o velho do Restelo, e sem desfazer tudo aquilo que foi conquistado pela população de Abril (à qual eu estou grata) hoje em dia não somos verdadeiramente livres. A liberdade deste século é uma "pseudo-liberdade" na qual achamos que somos livres, sem o ser, estando amarrados por uma sociedade critica, malévola, caprichosa, com uma educação desatenta e despreocupada dos seus jovens, contrastante com uma educação rígida e castradora dos seus pais.

- não somos livres para dizer o que pensamos: se somos francos e honestos temos mau feitio, se não dizemos nada não temos opiniões, de sabemos o que dizemos temos a mania, se não sabemos o que dizer não ajudamos em nada

- não somos livres de ter o corpo que queremos: se somos fofinhos somos gordos, se somos magros estamos doentes, se somos musculados somos demasiado masculinos, se somos flácidos não estamos em forma

- não podemos publicar o que nos apetece: se colocamos frases motivadoras temos a mania que somos zen, se publicamos frases menos motivadoras somos o anti-cristo, se publicamos fotos felizes queremos esconder a desgraça, se publicamos fotos tristes temos a mania que estamos deprimidos

- não podemos simplesmente fazer o nosso trabalho: se trabalhamos bem temos que trabalhar mais, se trabalhamos menos bem temos que trabalhar mais, se falamos temos que falar menos e trabalhar mais, se não falamos não somos pró-ativos e temos que trabalhar mais

- se estamos bem não podemos estar, se estamos mal não podemos estar

- se ajudamos (ou tentamos) nunca é o suficiente, se não ajudamos não fazemos nada bem

É cansativo ter que agradar a todos. E mesmo assim, se agradamos a todos somos falsos, se não agradamos a todos somos trastes. Mas na generalidade, melhor agora que antes do 25 de Abril.

21
Abr22

Isto não é material de blog... é tese de doutoramento!

Sam ao Luar

Isto não é material de Blog, é material de livro, quiçá tese de doutoramento.

Contexto: aluno de 5o ano, estuda a reprodução nos animais.

Pergunta: com base no texto, descreve o comportamento do macho durante a parada nupcial.

Resposta: o macho fica com comportamentos estranhos.

 

Juro que não consigo considerar errado. Quem NUNCA viu um macho de qualquer espécie, incluindo a humana, neste contexto ou noutro, qualquer outro!, com comportamentos estranhos, que atire a primeira pedra/comentário. Estranho é eufemismo. Digno de ser narrado por David Attenborough em qualquer episódio de National Geographic: Strange Homo sapiens (que afinal nada sapie...). A fêmea é complicada. O macho é estranho. Meus amigos: é a fêmea que escolhe o macho. Independentemente do comportamento estranho e da fé que o macho nele deposite. É o mais apto que sobrevive e se reproduz. Foi mestre Darwin que disse. Não fui eu...

07
Abr22

52 semanas de 2022 - 8 factos sobre mim

Sou Touro e mais 7

Sam ao Luar

Facto 1: Sou Touro com ascendente em Virgem. Sou também cientista e era suposto não ter qualquer crença nestas coisas. No entanto, as coincidências são demasiadas para achar que são só coincidências. Assim, tenho em mim os 7 pecados mortais. Gostaria de dizer que, por isso, vou direta para o Inferno, mas... pasme-se! Sou também professora, portanto, tenho lugar cativo e reservado no Céu. Acho que vou alternando consoante as estações...

Facto 2: A Gula - "Coisas que aprecia: todo o tipo de conforto, incluindo boa comida..." #eumalhopracomer

Facto 3: A Avareza - "Os sentimentos que melhor o descrevem são o sentimento de posse e os ciúmes... pode ser excessivamente possessivo com pessoas e haveres..." #étudomeu

Facto 4: A Inveja - "A sombra de Touro incorpora o lado desagradável de Escorpião: venialidade, inveja, ciúme e ressentimento..." #ladolunar

Facto 5: A Ira - "... esconde um temperamento colérico, pronto para explodir quando o sentimento de propriedade do Touro é ameaçado... é uma fúria que leva tempo a amainar..." #mainada

Facto 6: A Luxúria - "... é um hedonista que desfruta em pleno a sua sensualidade..." #ohyeah 

Facto 7: A Preguiça - não está escrito em lado nenhum, mas o meu companheiro costuma dizer que eu tenho que dormir as 8h necessárias para ser "aturável" #naometoquesedeixamedormir

Facto 8: A Soberba - apesar de tudo, tenho muito orgulho naquilo que sou e no que me tornei. #fim

 

Desafio de Escrita - 52 semanas de 2022

Também participam neste desafio: A Introvertida, Ana do Green Ideas, Anita Não se Cansa disto, Bruno no Fumo do seu Cigarro, Carlos Palmito, Cristina Aveiro, Di a Mulher, Fátima Bento, Isabel M Silva, João-Afonso Machado, José da Xã, Maria Araújo, Maria do Abrigo das Letras, Olga Cardoso Pires, Purpurina

02
Abr22

52 semanas de 2022 - formas de ganhar o meu coração

Sam ao Luar

Sinto que a minha vida está em banho-maria. Aquece mas não entra em ebulição. E, no entanto, parece uma montanha-russa de sentimentos: ora vai acima muito devagarinho, chega lá acima no pico da emoção, e depois vem cá para baixo a toda a velocidade. Pensamento positivo: a viagem costuma ser curta.

Posto isto, gostaria de fazer um daqueles textos giros em que a malta se ri à fartazana dizendo que uma das formas de ganhar o meu coração é fazerem-me o jantar e arrumarem-me a cozinha depois de um dia de trabalho. Na realidade, é mesmo. Isso e uma massagem nos gémeos depois de uma corrida!!!

Mas nesta montanha-russa de emoções, com uma taça de chocolate em banho-maria que tem sido a minha vida nos últimos dias, aprendi formas alternativas e muito mais eficazes de ganhar o meu coração. Uma delas foi ouvir o "estou muito orgulhoso de ti". Algo que nunca tinha ouvido em quase 40 anos de "carreira" neste mundo. Fiz sempre tudo porque era a minha obrigação. Fui assim ensinada. E, de preferência a ser a melhor. Porque nunca devemos comparar-nos com quem está abaixo mas sim com quem é melhor. Portanto, fui buscando sempre, em tudo o que fui fazendo, uma razão para que me dissessem tais palavras... que nunca cheguei a ouvir.

Recebi também "obrigados" sentidos. Por coisas pequenas, que não me custaram dizer ou fazer, porque eu sabia que era isso que me competia dizer ou fazer. Mas efetivamente sentir que fiz a diferença, por mais pequena que fosse, e ouvir um "obrigado" fez com que aquela pessoa ganhasse também um pedaço do meu coração.

Aquele valente abraço... Aquele obrigado por me aturares... Aquele agora vais ter que levar comigo... É um prazer.

Eu sei que o que está mal sou eu: nunca me ensinaram a sentir e a expressar emoções. Nunca me deram abertura para isso. Habituei-me a ser uma máquina fria. Não sei manifestar carinho, não sei lidar com elogios e obrigados e com pessoas que, efetivamente, querem estar na minha companhia. Desconfio e parece-me tudo mentira. Tenho medo de que seja mais um engodo da vida. 

 

 

Desafio de Escrita - 52 semanas de 2022

Também participam neste desafio: A Introvertida, Ana do Green Ideas, Anita Não se Cansa disto, Bruno no Fumo do seu Cigarro, Carlos Palmito, Cristina Aveiro, Di a Mulher, Fátima Bento, Isabel M Silva, João-Afonso Machado, José da Xã, Maria Araújo, Maria do Abrigo das Letras, Olga Cardoso Pires, Purpurina

18
Mar22

52 semanas de 2022 - se pudesses partir, para onde irias?

Sam ao Luar

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O que interessa, por vezes, não é tanto onde estás mas com quem estás. E eu sei com quem estou bem.

 

Desafio de Escrita - 52 semanas de 2022

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04
Mar22

52 semanas de 2022 - livro favorito - pode ser autor favorito?

Sam ao Luar

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Iniciei-me na arte do gosto pela leitura muito cedo, porque, afinal, gostar de ler é uma arte. Cultiva-se. Só quem a ela se dedica, melhora. 

Iniciei, por isso, muito cedo o amor pelos livros de Stephen King. O mestre do suspense, terror psicológico, do mórbido e do macabro. Foi assim moldado o meu estilo de livros, filmes e mesmo os meus medos. Este brilhante autor mexe os cordelinhos dos nossos neurónios guardados no fundo do cérebro, aqueles que deixamos bem lá escondidos e que não queremos que apareçam porque as ideias que eles trazem metem medo. Adoro livros de terror, filmes de terror, tudo o que mexa com a mente sã e com os meandros do oculto e paranormal. E se quem viu os filmes baseados nos livros deste senhor acha meh? Não tem comparação ler um livro e ver um filme. Nunca. Em tempo algum.

Ler o livro é viajar, dar largas à imaginação, ver as coisas a acontecer na nossa mente. É exercitar o cérebro, a memória, moldar as nossas opiniões. É desenvolver o nosso espírito crítico, é ter asas para voar, é ter liberdade.

O que lemos nos seus livros mete realmente medo. Mexe com o que é de mais primário na mente humana. Se achamos que tudo o que escreve é inventado? Sim mas... e se não?

 

 

Desafio de Escrita - 52 semanas de 2022

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