Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Sam ao Luar

Sam ao Luar

22
Dez21

2021 em retrospectiva - já acabou??? Sim, já acabou.

Sam ao Luar

Não sei se o Covid me chegou a apanhar na curva mas confesso que a minha memória já não é o que era (no auge dos meus quase 40 anos...:)). Tenho a sensação que o meu 2021 só começou em Maio, com a publicação do meu primeiro post neste blog.

Fui aliciada pela pessoa mais fantástica deste mundo. Acho que é das poucas pessoas que me consegue tirar verdadeiramente do sério. Ela é inteligente, ela é verdadeiramente engraçada, é criativa, é muito eloquente e é (à sua maneira) irreverente. Adoro conversar com ela, adoro rir-me com ela. Não sei se é mútuo, não quero saber. Quero que permaneça na minha vida. Não gosta de dar abraços, mas um dia irá cair nos meus braços. Vou dar-lhe um abraço apertado, vão-lhe saltar as lágrimas dos olhos e vai perceber que é importante para mim.

Aprendi coisas novas este ano. Estamos sempre a aprender. 

Aprendi que casamentos não são para sempre. Que o amor muda e a gente adapta-se. E consegue suportar e superar. Que sofrer pelos outros também é sofrer. Que a saudade dói. Mas que a felicidade e o bem-estar de quem se ama é o mais importante.

Apaixonei-me por pessoas novas, continuo apaixonada por outras e desapaixonei-me por pessoas que pensava estar apaixonada. Sou assim, pessoa de paixão fácil. Aprendi quem são aquelas que me ligam quando precisam e aquelas que me ligam só porque sim. Que me perguntam se preciso de alguma coisa, mais nada, mesmo que eu não queira falar e precise de espaço. E são estas últimas que quero na minha vida. 

Perdi mais uma avó. A última. A geração que já se perdeu. Aprendi que gostava de ter família perto e próxima, mas não tenho. 

Aprendi que estou só e sozinha muitas vezes. Porque não é a mesma coisa... Gosto de estar sozinha, mas não gosto de ser uma pessoa só. Pensei que gostasse. Gosto de me rir com as brincadeiras, de ter amigos em casa, de beber um bom vinho, de fazer filmes, de sorrir com vontade. Sem vergonha. 

Aprendi que ainda sofro com as coisas que me aconteceram ao longo da vida. Sem mais pormenores. É um processo, eu sei. Mas aprendi a libertar-me também de algumas amarras.

Ganhei um globo, este ano. Um boneco. Foi como se fosse o fim de uma etapa e o meu prémio pelo objetivo cumprido, superado. Aliás, todos eles. Foi o meu "fizeste bem, estiveste bem, também mereceste". Tudo o que aconteceu? Já acabou. E tu estiveste muito bem.

Sou eternamente grata a pessoas que nem sabem que lhes sou eternamente grata (ou sabem?). Dei abraços fortes a quem mereceu, a quem tratou/trata de mim, a quem cuidou/cuida, a quem me fez/faz feliz. Tenho os melhores do meu lado. Passei por momentos menos bons? Todos passamos. Mas foi um ano bom? Sim, foi.

Continuo a remendar os meus trapos. Quero poder remendar os dos outros também. E quero ser feliz. É a única coisa que peço.

 

8 comentários

Comentar post

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2021
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub