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Sam ao Luar

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10
Nov21

Desafio Arte e Inspiração - Cabelo perseguido por dois planetas (say what?...)

Sam ao Luar

Desafio Arte e inspiração

Participam no desafio: Ana DAna de DeusAna Mestrebii yue, Célia, ConchaCristina AveiroFátima Bento GorduchitaImsilvaJoão-Afonso MachadoJosé da XãJorge OrvélioLuísa De SousaMariaMaria AraújoMarquesaMiaMartaOlgaPeixe Fritosetepartidas

Cabelo perseguido por dois planetas de Joan Miró.

Cabelo perseguido por dois planetas por Joan Miró

Sou da opinião que, para tudo na vida, há duas equipas: a que anda de relógio no pulso esquerdo ou direito, as que preferem salgados ou doces, as que gostam mais de praia ou neve. Há ainda aquelas que preferem o nascer do sol ou o pôr do sol. E ainda, mais particularmente na área que me compete (que trabalha na educação) há a equipa das letras e a equipa das ciências (e o terceiro grupo marginal, os indecisos).

Sou da equipa das ciências desde que nasci. Tenho aptidão para os números. Adoro aqueles exercícios de calcular muito, que ocupam uma página inteira. O raciocínio desfia como um novelo. É saudável para a minha mente, deixa-me calma, abstrai-me do resto. Faço exercícios de matemática como terapia de relaxamento, sim, sou assim doente. Gosto de objetividade na minha vida.

Gosto também muito de ler. Principalmente livros de terror, suspense e policial. Adorei estudar certos autores na escola, como por exemplo, Fernando Pessoa e Florbela Espanca. Percebo a utilidade de estudar línguas estrangeiras e o funcionamento da nossa própria língua. Acho fundamental adquirirmos a capacidade de bem falar e escrever. Nunca percebi (era eu gaiata), no entanto, o intuito de estudar a subjetividade das coisas e acho que o estudo de determinados autores é sobrevalorizado, nos dias que correm. Hoje percebo um bocadinho melhor...

Não quero com isto dizer que o ensino das ciências seja "mais necessário" que o ensino das línguas e humanidades. Como disse, há no mundo duas equipas e as duas são necessárias. Na minha opinião, e após trabalhar com diversas colegas da equipa das línguas, que o conhecimento geral desta área e até mais alargado que o da equipa das ciências. No entanto, ninguém me tira que a equipa das ciências tem um tipo de conhecimento muito mais aprofundado e trabalhado, mais "sagrado". 

Parece-me até, e desculpem a minha arrogância, que converter um elemento da equipa das ciências a estudar humanidades e a sair-se bem é mais fácil do que o contrário. Converter um elemento da equipa das humanidades às ciências matemáticas e físicas, vai dar muito mais trabalho!

Como professora, vejo facilmente e praticamente desde o inicio, a qual das equipas pertence o meu aluno. Há surpresas, claro, e há os indecisos também. Apesar de não fazer parte do meu trabalho (porque venha quem vier, não faz) ajudo-os muitas vezes a escolher o caminho deles: em direção ao seu nascer ou pôr do sol. Trabalho que, hoje em dia, tem muito valor mas infelizmente é muito desvalorizado. 

 

 

 

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