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Sam ao Luar

Sam ao Luar

13
Set21

Querias saber, não querias? ;)

Sam ao Luar

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Espero não estar a ferir nenhuma suscetibilidade, mas sorri quando li a pergunta. E quando li a resposta pensei "ficaste a saber o mesmo!"

A mulher pensa exatamente no mesmo que homem, naquilo. Se a pergunta fosse feita ao contrário, a mulher/esposa/namorada/companheira a perguntar ao homem/marido/namorado/companheiro a resposta iria ser "penso em ti, amor, claro!". Logicamente, a senhora não iria acreditar e iria seguir-se uma cena de ciúmes daquelas de acabar relacionamentos e a senhora iria ficar a saber o mesmo que sabia antes de perguntar.

Cada qual fantasia à sua maneira. Qual é o objetivo deste senhor querer entrar nesse mundo? Para fazer uma cena de ciúmes ou para matar curiosidade? Se a senhora lhe responder o padeiro, o senhor do gás, o Ronaldo ou o Neymar, o PT do ginásio ou a vizinha jeitosa do lado, o senhor vai sentir-se inferior e vai fazer uma cena. Se for para matar a curiosidade, a partir do momento em que a senhora lhe responder (uma cena qualquer) para a próxima já não vai fantasiar com o mesmo! Ó senhor, não queira entrar nesse mundo que não é seu. O senhor já não tem o seu próprio mundo? Alguém lhe perguntou o que lá está? E se alguém lhe perguntar, vai ser 100% honesto e sincero? Claro que não. Ninguém é. 

Querias saber, não querias? A sexualidade é um assunto pessoal. Pessoal significa que é só seu.

 

29
Mai21

O meu PT é o melhor

Sam ao Luar

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Na revista masculina Men’s Health (que o meu companheiro faz questão de comprar mas não ler), li recentemente uma pergunta / resposta, que passo a enviar em foto. Compreendi a pergunta e concordei com a resposta, mas achei por bem dar a minha opinião, baseada na minha experiência como acérrima frequentadora de ginásio, com direito a PT. 

O meu, e só para que conste não fui eu que escolhi, foi o que me saiu na rifa, é muito agradável à vista. É 10 anos mais novo que eu, mas é um mocinho muito bem estruturado, física e psicologicamente. Já treino neste formato há 2 anos e meio, aproximadamente. Quando conheci o meu PT (aquele que me saiu na rifa, porque simplesmente marquei avaliação física no ginásio e não sabia quem ma ia fazer) estava num lugar bastante mau. Pronto. Deixa lá isso... 

De repente, comecei a ganhar mais confiança e a alcançar objetivos, no início, a nível físico. E depois comecei a estabilizar a nível emocional. Ter alguém sempre a motivar-nos, a incentivar-nos, a garantir que fazemos os exercícios de forma correta, ajuda a ganhar gosto na prática do exercício (sendo eu alguém que nunca o teve e que precisou de água com açúcar no primeiro treino acompanhado). Ver os músculos a crescer, o corpo a mudar, a ganhar gosto em olhar ao espelho, é muito satisfatório.  

E depois deste tempo todo, ter um amigo, um companheiro, alguém que pergunta se estamos bem e que garante que estamos bem, é muito compensador a nível emocional. É aconchegante e aquece o coração os olhares de cumplicidade que trocamos e por vezes conseguimos mesmo entender-nos sem dizer uma palavra. Chegamos mesmo a conversar sobre assuntos que não tem nada a ver com o que estamos a fazer (entenda-se, treinar) e chego a dar por mim a pedir-lhe conselhos. Por isso, entendo este senhor ao achar que tem uma relação “extra” com esta treinadora. E até poderá ter, se sentir a amizade, o companheirismo e o respeito que eu sinto pelo meu. Mas é só isso. E eu compreendo-o. 

Além disso, falemos da fisiologia do ser humano e da prática de exercício: liberta hormonas que nos fazem sentir bem. O corpo está a associar um estímulo muito positivo (a prática do exercício) à presença de uma pessoa. E isso engana o cérebro! O efeito é semelhante ao consumo de substâncias ilícitas, é viciante! Este senhor vai achar que precisa de estar com esta senhora para ser feliz, o que não é inteiramente verdade. 

Se eu pudesse falar com este senhor, era o que lhe diria.  

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