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Sam ao Luar

Sam ao Luar

17
Ago21

2018 volta, estás perdoado

Sam ao Luar

Queria dizer qualquer coisa engraçada, mas hoje não dá.

Em 2019, fui a mais funerais do que em toda a minha vida: 2 avôs, uma madrinha e um padrinho. E na passagem de ano pensei "ainda bem que este ano acabou, venha o próximo!".

Em 2020 bateu o Covid: quarentenas, restrições, teletabalho, tele-escola, decretos-lei e medidas de contenção, férias de caca, tempos de caca, irmã enfermeira em tempos de caca. O medo, a tortura de não se poder estar próximo e de dar um abraço. Sempre as mesmas notícias. Os amigos que não se vêm e que se vão perdendo. A vida que se vai perdendo, devagarinho. E na passagem de ano pensei "ainda bem que este ano acabou, venha o próximo!".

Agora, em 2021, mais Covid (mais controlado mas sem fim) e uma situação muito próxima de tormento. Quando alguém que te é tão querido, vai ao purgatório e volta, e depois vai outra vez e não sabe se vai sair. Chama-se a depressão e não tem cura. Chama-se a estabilidade familiar que acaba, os papéis que se assinam, a emocional, psicológica e física, tudo desaba.

Os antigos diziam (e quem é crente também) que Deus só dá a quem consegue aguentar. E nós ainda estamos aqui. Fortes e corajosas. O que virá a seguir?

2018 volta. Estás perdoado.

24
Jul21

Não arranjes uma Sam

Sam ao Luar

Ontem tive uma conversa que me deixou pensativa toda a noite. Pelos vistos, adquiri a fama de esposa castradora! Às páginas tantas, ouve-se a seguinte frase: "Ó amigo, não arranges uma Sam, olha que ela põe-te linha!"

Até certo ponto, sinto algum orgulho. Sou uma mulher forte, ainda não sei bem o que quero, mas aprendi com o tempo aquilo que já não quero mais.

No entanto, e agora a parte que me deixou apreensiva, não gosto de pensar que pensam que eu sou inflexível, castradora e que o meu companheiro é um "pau mandado". Não é verdade.

Estamos juntos à 20 anos, fruto de muito esforço. Nenhuma relação sobrevive se não houver paciência, amizade e compreensão. Além disso, "casa que não é ralhada, não é governada". E a minha é ralhada tantas vezes! Mas depois temos o discernimento de fazer as pazes (sem pedir desculpas, porque infelizmente somos os 2 estupidamente orgulhosos para isso).

Com toda a minha meditação noturna, cheguei a uma conclusão para o fato de eu, muitas vezes parecer agressiva e inflexível. Passei, na minha vida, muitos momentos em que tive que aprender a estar sozinha e a conviver com o meu próprio feitio. A lidar com as coisas. A lidar com as merdas da vida. Ao logo da minha educação, nunca ninguém me ensinou que está tudo bem se pedir ajuda.

Um conselho eu dou a todos aqueles que querem estar numa relação ou estão numa relação e querem ficar nela (principalmente os elementos do género masculino que têm a conhecida tendência para andarem distraídos): estejam atentos aos sinais. Estar com alguém, partilhar o mesmo quarto, e não perceber que a pessoa ao nosso lado está mal, por vezes muito mal, não é bom.

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